A operação “Gato Net”, da Eletrobras Distribuição Alagoas, já começou a apresentar resultados. Em consequência da retirada do grande número de cabos de telecomunicação, instalados de forma indevida nas estruturas da Distribuidora representantes das empresas procuraram a Eletrobras para regularizar a situação.

Nesta segunda-feira (23), foi realizada uma reunião com mais de 100 representantes de 90 empresas interessadas em adotar os procedimentos para a regularização. Foram formadas duas comissões, sendo uma técnica e outra de gestão, para intermediar as negociações com a Eletrobras.

Segundo o empresário Eliel Delfino, a regularização trará mais segurança e qualidade aos serviços. “Fica muito mais fácil trabalhar. Se é um aluguel, tem que se pagar”, afirmou. O gerente do departamento de Medição e Fiscalização da Eletrobras, Givanildo Duarte, também ficou satisfeito com o resultado. “Conseguimos identificar alguns clandestinos. Ficamos surpresos com o volume de irregularidades e começamos o processo de regularização”, destacou.

Em Alagoas, apenas dez empresas são autorizadas a utilizar as estruturas da Eletrobras. Só em Maceió, cerca de 200 prestadores de serviços de telecomunicação operam de forma ilegal. A sobrecarga de equipamentos clandestinos sobre a rede elétrica da distribuidora alagoana, não só gera o prejuízo de R$ 8 milhões aos cofres da empresa, mas também prejudica os postes e equipamentos, proporcionando perda na qualidade do fornecimento de energia e até risco de vida à população.

As empresas que buscam a regularização serão atendidas individualmente pelo setor responsável da Eletrobras e terão como benefícios, além da padronização técnica de segurança de seus equipamentos, a fiscalização de suas estruturas, combatendo assim, a clandestinidade de outras empresas não conveniadas.

ESPAÇO – A Eletrobras alerta que quanto mais cedo os empresários procurarem a Distribuidora para se regularizar, maiores são as chances de adquirir o direito de utilização da estrutura. Segundo o engenheiro Givanildo Duarte, há uma limitação de espaço para compartilhamento, regulamentado pelas Resoluções Conjuntas nº 1, da Aneel, Anatel e ANP; e nº 4, da Aneel e Anatel.

Fonte: Eletrobras

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