Anatel: operadoras com poder de mercado vão instalar PTTs em seis cidades

Operadoras com poder de mercado (PMS) terão que instalar ponto de troca de tráfego em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Fortaleza para atender PGMC.

A Anatel publicou, nesta sexta-feira (4), ato estabelecendo os Pontos de Troca de Tráfego (PTTs) em atendimento a dispositivo do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC). A decisão foi de exigir, de cada grupo com Poder de Mercado Significativo (PMS) a implantação de seis pontos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Fortaleza.

Os PTTs integrarão as Ofertas de Referência de Transporte de Dados em Alta Capacidade, de Interconexão para Trânsito de Dados e de Interconexão para Troca de Tráfego de Dados, dos respectivos Grupos Econômicos detentores de PMS responsáveis pelo seu atendimento. A proposta original, que passou por consulta pública, previa um número maior de pontos de troca de tráfego.

Segundo a área técnica, a opção de implantação de um PTT por operadora com poder de mercado nesses municípios atende ao que exige o PGMC. “O PTT opera como um facilitador para qualquer provedor de Internet, independentemente de seu porte ou localização geográfica, concentrando fornecedores de conteúdo, provedores de acesso à Internet e provedores de trânsito, além de racionalizar o roteamento do tráfego em nível nacional e internacional”, sustenta o parecer técnico.

No entendimento da área técnica, não restam dúvidas de que a medida assimétrica estabelecida é recomendável e pró-competitiva, alcançando deste modo os objetivos propostos no PGMC, em especial quanto ao desenvolvimento da Internet no Brasil e com menor custo para o usuário final.

Dessa forma, em São Paulo, são obrigadas a implantar um PTT a Oi, Vivo, Claro, TIM e Algar. No Rio de Janeiro, a obrigação recai para as mesmas prestadoras. Já em Porto Alegre, apenas a Algar não precisa instalar o PTT.

Em Curitiba, além da Oi, Vivo, Claro e TIM, a Algar e a Copel também precisam implantar um ponto de troca de tráfego. Em Brasília, a obrigação vale para todas as prestadoras, com exceção da Copel. E em Fortaleza, apenas Oi, Vivo, Claro e TIM terão que instalar o PTT.

Fonte:TeleSintese

Posts Anteriores

  • Anatel quer ampliar serviços sem outorga. Abranet e operadoras contestam

    A consulta pública 38 de 2018, de Reavaliação do Modelo de Outorga e Licenciamento de Estações de Telecomunicações, cujo prazo para a apresentação de contribuições já se encerrou, traz não só proposta de balcão único para as outorgas de telecom, ou substituição da taxa do Fistel para os aparelhos celulares, por um novo imposto, conforme já publicou o Tele.Síntese. Os documentos sugerem também acabar com a obrigatoriedade de outorgas para mais serviços de telecomunicações, além do SCM, ja liberado. A agência quer o fim da licença para serviços como o de telefonia fixa e de TV paga para as operadoras de pequeno porte.

  • Furukawa lança família de microcabos ópticos

    A Furukawa lançou recentemente uma família de microcabos ópticos, destinados à instalação em microdutos por meio da técnica de sopramento. A nova linha tem como objetivo ajudar as empresas a superarem a falta de espaço nos postes das distribuidoras de energia elétrica e os transtornos causados pelo enterramento dos cabos que levam banda larga até as residências.

  • banda larga movel

    “A regulação dos pequenos provedores é ilegal”, diz CEO da Claro Brasil

    O presidente da Claro Brasil, há 12 anos no grupo da América Móvil, quase não aparece em Brasília e pouco frequenta os grandes eventos nacionais ou mundiais de telecomunicações, quando são apresentadas as novas tecnologias ou debatidas as principais agendas do setor. Mas isso não o impede de estar sempre antenado com as últimas tendências tecnológicas ou de ter posições firmes sobre questões regulatórias ou legais. E manteve essa mesma postura em nova conversa com o Tele.Síntese, cujos principais pontos da entrevista estão aqui publicados.

  • Mob lança solução de proteção contra ataques DDoS | Anatel

    A MOB Telecom está trabalhando com uma solução de segurança que fornece proteção contra a investida de usuários mal intencionados. O MOB Anti-DDoS atua na infraestrutura de rede desviando o fluxo de dados incomum nos endereços IP sob ataque, ao mesmo tempo em que permite que o tráfego normal dos servidores continue.

  • Anatel estende prazo para indicações ao Comitê de Prestadoras de Pequeno Porte

    A Anatel estendeu até o dia 31 de janeiro de 2019 o prazo para  as entidades de prestadores de pequeno porte indicarem representantes às vagas de membros do Comitê de Prestadoras de Pequeno Porte de Serviços de Telecomunicações (CPPP) junto à Anatel. A prorrogação do prazo foi divulgada, nesta segunda-feira (17), pelo Edital nº 70/2018. De acordo com o Edital anterior (Edital nº 68/2018), originalmente o término do prazo era o dia 5 de janeiro.

2019-01-07T18:25:51+00:00