Anatel pretende acelerar a adoção do novo critério de prestador de pequeno porte

Para o superintendente de competição da Anatel, Abraão Balbino e Silva, as prestadoras precisam analisar como a sustentabilidade do ecossistema de telecomunicações se encontra hoje e identificar o que está acontecendo para se reposicionar no mercado. Ele participou nesta quarta-feira, 3, do seminário : “o novo ecossistema digital: a sustentabilidade dos modelos de negócio”, promovido pela própria Anatel. Para ele, a tecnologia 5G pode ser uma oportunidade para as prestadoras se reposicionarem.

O superintendente comentou sobre a perda de valor agregado das operadoras no período de 2005 a 2015, após a inovação e a mudança de modelo de negócio da banda larga móvel. “Eu sei que os dados são um pouco antigos, mas de 2005 a 2009, 49% do que a indústria gerava estava concentrado em telecomunicação. Porém, de 2010 a 2014, a produção caiu para 37%”, comentou.

O superintendente também afirmou que  as operadoras de telecom passam por uma “crise de identidade regulatória”, e que a transformação digital exige novos modelos de negócios e de gestão: repensar a relação de proximidade com o cliente e novas táticas que precisam ser colocadas em prática pelas empresas. Para ele, a questão regulação precisa ser repensada e há a necessidade de refletir e visualizar os espaços para inovação.

Cliente

Para Fred Mendes, analista sênior de telecomunicações e mídia do Bradesco, uma das alternativas para crescer é melhorar o relacionamento com o cliente. “Há espaço para uma melhor eficiência. As regras estão definidas. Tem que se buscar melhores alternativas para crescer. Hoje, em média, as empresas estão investindo cerca de 20% do que valem para manter as coisas como estão. Para ser sustentável, é preciso olhar para dentro e conhecer melhor o seu cliente, oferecendo o que realmente ele demanda”, afirma o executivo, que também participou do evento.

Para Lucrecia Corvalan, sênior Policy Manager Latin America da GSMA, é preciso analisar o ecossistema digital para se avaliar a regulamentação. “O marco regulatório tem que ser flexível. O regulador setorial deve acompanhar a dinâmica de mercado para lidar melhor com o setor”, comentou a executiva, que também participou do evento da Anatel.

O representante da Cullen International, André Moura , disse que a crise de identidade regulatória precisa ser tratada de alguma forma. “É preciso pensar em uma redefinição do papel de regulador de telecom. Neste momento, a tendência é renovação dos modelos de negócio. Porém, permanece o mesmo escopo de regulação de negócio”. O executivo citou como exemplo a união de todas as agencias em um grande órgão regulador, ocorrida na Colômbia. No entanto, reconheceu que uma discussão como esta iria demandar muito tempo.

Fonte:TeleTime

Posts Anteriores

  • Anatel publica manual de compartilhamento de infraestrutura

    Os números da banda larga fixa reunidos no relatório anual divulgado hoje, 25, pela Anatel, mostram mais que a expansão de mercado dos provedores regionais. Indicam que a o ritmo de ativação de redes de fibra óptica em novas cidades vem caindo ano a ano desde 2016. Naquele ano, 538 cidades receberam redes com fibra. Já em 2017, foram 226. E ano passado, mais 138 cidades se juntaram à lista das que são cobertas, ao menos em algum ponto, com alguma tecnologia óptica. Ao final de 2018 havia no país 3.589 cidades com redes de fibra, de um universo de 5.570 municípios.

  • Anatel estuda isentar de tributos ISPs com faturamento até R$ 5 mi

    Os números da banda larga fixa reunidos no relatório anual divulgado hoje, 25, pela Anatel, mostram mais que a expansão de mercado dos provedores regionais. Indicam que a o ritmo de ativação de redes de fibra óptica em novas cidades vem caindo ano a ano desde 2016. Naquele ano, 538 cidades receberam redes com fibra. Já em 2017, foram 226. E ano passado, mais 138 cidades se juntaram à lista das que são cobertas, ao menos em algum ponto, com alguma tecnologia óptica. Ao final de 2018 havia no país 3.589 cidades com redes de fibra, de um universo de 5.570 municípios.

  • Confaz aprova alterações no Convênio ICMS 90/18, que reduz taxa de SCM | Fibra Optica

    Os números da banda larga fixa reunidos no relatório anual divulgado hoje, 25, pela Anatel, mostram mais que a expansão de mercado dos provedores regionais. Indicam que a o ritmo de ativação de redes de fibra óptica em novas cidades vem caindo ano a ano desde 2016. Naquele ano, 538 cidades receberam redes com fibra. Já em 2017, foram 226. E ano passado, mais 138 cidades se juntaram à lista das que são cobertas, ao menos em algum ponto, com alguma tecnologia óptica. Ao final de 2018 havia no país 3.589 cidades com redes de fibra, de um universo de 5.570 municípios.

  • Abrint elege presidente e nova diretoria | Fibra Optica

    Os números da banda larga fixa reunidos no relatório anual divulgado hoje, 25, pela Anatel, mostram mais que a expansão de mercado dos provedores regionais. Indicam que a o ritmo de ativação de redes de fibra óptica em novas cidades vem caindo ano a ano desde 2016. Naquele ano, 538 cidades receberam redes com fibra. Já em 2017, foram 226. E ano passado, mais 138 cidades se juntaram à lista das que são cobertas, ao menos em algum ponto, com alguma tecnologia óptica. Ao final de 2018 havia no país 3.589 cidades com redes de fibra, de um universo de 5.570 municípios.

  • Regulação da Lei das Antenas pode resolver direito de passagem de rodovias públicas | Fibra Optica

    Os números da banda larga fixa reunidos no relatório anual divulgado hoje, 25, pela Anatel, mostram mais que a expansão de mercado dos provedores regionais. Indicam que a o ritmo de ativação de redes de fibra óptica em novas cidades vem caindo ano a ano desde 2016. Naquele ano, 538 cidades receberam redes com fibra. Já em 2017, foram 226. E ano passado, mais 138 cidades se juntaram à lista das que são cobertas, ao menos em algum ponto, com alguma tecnologia óptica. Ao final de 2018 havia no país 3.589 cidades com redes de fibra, de um universo de 5.570 municípios.

2018-10-04T13:23:32+00:00
Whatsapp